Porquê ?

Com esta ampliação do ciclo vital da família, inevitavelmente,

algum momento das nossas vidas, somos ou seremos cuidadoras!

 

Pois haverá um momento em que as nossas famílias irão experienciar uma situação de fragilidade de um familiar querido, e alguma de nós ficará incumbido de cuidar do outro. É uma questão cultural, tipicamente portuguesa!

E ainda bem que o é, pois prima por valores nobres de reciprocidade, generosidade e solicitude.

Estima-se, atualmente, a existência de 1,1 milhões de cuidadores informais em Portugal, dos quais 240 mil a tempo inteiro, tendo a cargo pessoas em situação de dependência grave. Maioritariamente são mulheres, filhas ou noras do sénior que necessita de cuidados. Este é um dado inultrapassável no que toca à desigualdade de gênero ainda existente.

A Cuidadora Informal oferece ao outro, em forma de serviço, o resultado dos seus talentos, preparo e escolhas, sem folgas nem férias.

Este serviço envolve uma grande responsabilidade, conhecimento, força de vontade, além de muito e muito amor; e exige que se enfrente um conjunto de esforços, sobrecargas, tensões e desafios diários físicos, mentais, emocionais e espirituais, que muitas vezes leva a negligenciar o seu próprio autocuidado e colocar em risco sua saúde e bem-estar. Invariavelmente, a pressão acaba por levar as cuidadoras informais à síndrome de Burnout, com consequências negativas para a sua saúde, o seu trabalho, as suas finanças, enfim… toda a sua vida quotidiana.

É por isso que, nesta demanda tão exigente da Cuidadora, tudo começa e termina no cuidado de si mesma, uma vez que só assim conseguirá cuidar bem do outro. Por conseguinte, o autocuidado é determinante e sobrevém como um recurso de vital importância, que lhe proporcionará uma melhor qualidade de vida diária, a capacidade de prestar cuidados serenamente e com um senso de controle e uma melhor performance para auxiliar o familiar sénior a necessitar dos cuidados. Em suma, possibilita executar com êxito as tarefas de cuidado! Urge, assim, proporcionar às cuidadoras as “armas” certas e o apoio necessário para que tenham sucesso.

gráfico da OCDE alertando para o envelhecimento galopante da População na Europa  até 2060
Mãos da Cuidadora Informal que cuida e da Idoso que é cuidada
Mais de um milhão de Cuidadores Informais em Portugal

O porquê do logótipo Programa Cuida-te para Cuidares:

               

              MÃO & BRAÇO   simboliza   a ação para o Cuidado com técnica;

                       + sua Matiz preta simboliza o poder da mudança está em nós;

              BORBOLETA  simboliza a verdadeira Transformação;

                     + sua Matiz amarela simboliza alegria, prosperidade,

                            iluminação e renovação, anunciando mudanças na vida para melhor.

Estás decidida a sair do teu casulo/da tua zona de conforto e testemunhares

a tua própria TRANSFORMAÇÃO na mais linda borboleta/versão de ti mesma?

A borboleta é uma das mais belas obras do Criador que existe na Natureza, e a mais simbólica em relação ao poder de transformação. Porque no casulo em que se fecha, ainda lagarta, algo mágico ocorre: sua metamorfose completa, em borboleta!

A transformação da lagarta é um processo doloroso, delicado, desafiador, corajoso, mas que vale a pena ser feito!

Porque ela sabe que quando as suas asas ficarem prontas pode sair, e que a conduzirão para o alto, de onde poderá desfrutar das maravilhas deste mundo. Permanecer no “casulo” jamais será uma opção de cuidado consigo mesma, uma vez que a condenaria a viver aprisionada dentro de uma “caixa” que apenas a limitaria e impediria de ser feliz e livre de forma plena; enfim, que a sentenciaria a uma morte lenta, sem sequer ter a oportunidade de viver uma vida bem vivida!

 

Se pensarmos cuidadosamente sobre o ciclo de vida de uma borboleta, este compara-se em muito com o nosso ciclo de vida, como seres humanos que somos! Na borboleta tudo se inicia com um ovo, do qual nasce depois uma lagarta. Em seguida, ela entra numa próxima etapa, na qual se protege num casulo e, por fim, transforma-se numa magnífica borboleta, surgindo para o mundo agora com toda o seu esplendor, graça e beleza.

 

Assim é, analogamente, o nosso ciclo de vida, onde tudo se inicia com um óvulo fecundado (deriva do latim ovulum, cujo seu diminutivo é ovum = ovo), a partir do qual, sensivelmente 9 meses nasce uma criança. Esta vai crescendo e constituindo-se como Ser Humano pensante, através das perceções e dos ensinamentos dos seus progenitores, como sua referência de base e de autoridade.

 

Todavia, à medida que ela vai encarando, visualizando, interagindo, apreendendo o mundo gera em simultâneo uma espécie de “casulo” à sua volta (uma capa no seu Ser), dando-lhe uma a sensação de proteção e de segurança, denominada por personalidade ou Ego. No entanto, só alcançará a plenitude quando conseguir libertar-se dos grilhões desse mesmo casulo, na medida em que aprende a lidar e a conhecer melhor a sua personalidade, aproveitando as suas potencialidades/habilidades e transcendendo as suas limitações, de forma a conseguir ser feliz e relacionar-se consigo e com os outros com mais qualidade. 

Um outro ensinamento que a borboleta nos dá é que, além de ser bela, também é efémera. Apesar de termos uma maior esperança de vida do que as borboletas, a vida humana é passageira! Por isso, as borboletas trazem-nos um lembrete sábio: o tempo passa depressa e devemos aproveitar o máximo que podemos no Agora, não deixando para amanhã a mudança necessária em nós hoje. Está na hora de cuidares de ti!

 

Em suma, a metamorfose da borboleta é uma excelente metáfora que nos leva a refletir sobre a nossa própria transformação pessoal pelo caminho existencial. Cabe a cada uma de nós, a ti, decidir se queres ou não sair do teu casulo, e finalmente poderes experimentar em ti mesma a TRANSFORMAÇÃO a todos os níveis: mental, psicológico, espiritual e relacional.

 

Está nas tuas mãos esta decisão!

 
 
“Permanecer no amor e entender que
o amor é serviço, é cuidar das pessoas."

Papa Francisco


 
“O Amor, compaixão e preocupação  pelos outros
são verdadeiras fontes de felicidade.”

Dalai Lama